Sonhos Que a Gente Sonha

Querer ser uma bailarina
de movimentos leves e delicados...
E ver seu sonho qual lamparina
apagar-se por um vento soprado...
Querer ser única e primeira
onde tantas chegaram a ser...
E ver seu sonho qual lamparina
apagar-se por um vento soprado...
Passado o tempo, ainda resta o vento,
não mais a bailarina, não mais a lamparina...

Sonhos... Eternamente sonhados...
Sonhos... Castelos construídos, castelos tombados...
Sonhar é sempre preciso, novos castelos erigidos;
novos ventos, novos zunidos...
Sonhos acalentados, sonhos destruídos...
Sonhar é sempre preciso,
sem sonho, o caminho é descolorido,
o sorriso é sumido, o andar, sem objetivo...
Sonhar é dançar, ainda que morta a bailarina!...
Sonhar é ver, ainda que apagada a lamparina!...
Sonhar é viver, ainda que carnaval sem purpurina!...


Cartas de alforria
Escritos de Regina Coeli
Direitos Autorais Reservados
Editado com Autorização da Autora

 

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ArtFinal:CrisJuan