Solidariedade

São muitos os necessitados que desfilam aflições,
aguardando entendimento e socorro.
Uns estão assinalados rudemente
por deformidade visíveis que constituem a cruel recidiva
de que precisam para aprender conduta e dever.
Outros se encontram sitiados por limitações coercitivas
que funcionam como presídio correcional, a fim de
os habilitarem para futura convivência social.

Alguns se apresentam com dificuldades
no raciocínio e na lucidez, embora a aparência harmoniosa,
como se fossem estetas da forma
emparedando misérias mentais que os ensinam
a valorizar oportunidade e bênção.
Diversos conduzem feridas expostas,
abertas em chagas purulentas, com que drenam
antigas mazelas e corrigem paixões
impressas nos painéis do perispírito,
submetido a terapêutica renovadora...

Vários estão estigmatizados a ferro e fogo,
padecendo dores morais quase superlativas,
em regime de economia de felicidade,
exercitando as experiências da esperança.
Um sem número de atados ä fome e ä discriminação racial
sob acicates poderosos, estão em treinamento de
humildade para o futuro.
Todos aguardando piedade, ensejo para conjugarem
os verbos servir e amar.

Há outros, porém, esperando solidariedade.
São os construtores do ideal edificante,
os servidores desinteressados,os promotores da alegria pura,
os trabalhadores da fraternidade, os governantes honestos,
os capitães da indústria forjados no aço da honradez,
os pais laboriosos, os mestres e
educadores fiéis ao programa do bem...
Sim, não apenas os que pagam o pretérito culposo, mas,
sobretudo, os que estão levantando o Mundo Novo
dos escombros que jazem no chão da Humanidade.

Nobre e fácil chorar a dor ao lado de quem sofre.
Felizes, também, os que podem oferecer-se, solidários,
aos que servem e amam ao Senhor,
não obstante os diversos nomes e caminhos
pelos quais se desvelam,
operários da Era Melhor do amanhã venturoso.

Solidariedade,
também para com os que trabalham no bem.


Por: Joanna de Ângellis

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