Meu Poema

Soubesse eu fazer poesia...
de noite, de dia
fazer por fazer.

Ser hábito, um vício,
loucura ou ofício,
mantendo acesa a lâmpada mágica
e pôr sempre à mesa a lúdica ou trágica...

Quem dera pudesse compor melodia
Um som de euforia, feitiço e pecado
e dar meu recado sem medo e sem dó
pra quem vive triste, vazio e tão só...

Se ao menos soubesse que a fome da lira
se mata com versos
de sonhos impressos em qualquer papel...

E a sede de um dia levar alegria,
sentido e paixão
a cada criança e adulto carentes
de mais um foguinho em seu coração...

São sonhos somente ou mera preguiça?
Não faço justiça ao que Deus me dará,
por graça e por obra, me fazendo amar
por meio de versos que vêm ensinar:
Que a vida e o destino
são como um menino
que corre sereno
até ficar pleno
de amor e de paz...

Quem sabe algum dia
me encontre em mania
de fazer feliz?
Quem sabe com o tempo
me torne o rebento
de um grande juiz
que saiba fazer de cada momento
acontecimento, nova diretriz?

E versos vagueiam em minha cabeça...
Talvez eu mereça mais esta missão:
De fazer criança cada criatura
ou caricatura de uma solidão...


Começo a entender que tudo o que faço
não me traz cansaço, não faz ansiedade,
pois vem da verdade da minha ilusão
de ser um poeta ou mesmo profeta
de todos que existem e dos que virão.

Buscando a centelha que a Deus se assemelha
em minha paixão,
começo a sentir que, além da cabeça,
também é preciso abrir coração.
E entregar- se por inteiro
Saber deslizar na grande espiral
que sobe, que desce, que é bem e que é mal.

Ah! Soubesse eu fazer poesia...
Eu logo diria que vamos crescer
infinitamente, sem volta ou rodeio

É o único meio da gente viver!

Autora Marina Fairth
Direitos @utorais Reservados

 

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