Você estará esperando
num aeroporto ou cais,
aquele das madrugadas
de mil sonhos e desejos,
de palpitações e arquejos,
dos prazeres mais ocultos.
 

Você estará esperando,
no mato, na ribanceira,
aquele, ainda sem rosto,
que fará você rainha,
donzela, vulgar, rameira,
tudo o que inventou sozinha.
 

Você estará esperando
aquele que chegará
em traje de sol e anseios,
boto, querubim, demônio,
dos carinhos delicados,
dos machucados nos seios.
 

Você estará esperando,
vindo na brisa ou da rua,
aquele herói, cafajeste,
senhor das intimidades,
o dono mais inconteste
por quem você dorme nua.

Alberto Cohen

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