Não me importa se os pés estão marcados
Do caminhar no mundo buscando do amor,
Não me importa se as mãos estão marcadas
Do enxugar lágrimas choradas no desamor

Não me importa se em seu caminhar na vida
Trocando os pés descalços em camas alheias,
Deixou dos olhos caírem à lágrima despedida
No quarto emprestado em muralhas de ameias

Não me importa se do olhar não trocado igual
As palavras ficaram presas no peito sem sair,
Deixando do soluço mudo, a espera do final

O que importa, é que venhas em real realeza
Trazendo de sua presença o encontro, sem partir
Do encanto, o chegar altivo de quem sabe amar.

Renato Alberto Moore
" Ramoore "


Do Amor, trago a alegria e a altivez,
agora, mais ainda, por saber, nada importar
as marcas nos pés descalços, pelas pedras do caminho, que
em camas alheias descansaram as dores, mas, sem perceber,
somaram-se outras, por estar em lençóis de meros prazeres,
sem do amor, conviver...

Do Amor, hoje, trago a cabeça erguida,
por saber da presença querida,
que seca o pranto, e deixa gritar as palavras que
ficaram sufocadas na garganta, aliviando do soluço contido,
a dor que machucara o peito...
agora, já não dói tanto...

Do Amor, hoje trago a presença sem despedida,
no olhar, o brilho do olhar igual, e toda a magia
que contagia, por saber Amar!...


Thais S Francisco
" beijaflor "


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