Dedilhando meu Violão..

Hoje,

dedilho as cordas já desafinadas,
do meu velho e quedo violão,
que outrora, companheiro fiel
das serestas e serenatas me
fazia pulsar o coração no tom da melodia,
Hoje,
assim como essa melodia que desafina,
bate triste meu coração,
na solidão dos meus dias,
longe de meu amor, que um dia,
em meio a uma seresta,
olhou-me friamente nos olhos
e disse-me Adeus.!
Hoje,
ainda busco, mesmo que desfinado
acompanhado pelo triste chorar
das cordas desafinadas do velho violão,
acertar o tom daquela nossa canção de amor,
onde a melodia, cadenciava as batidas
de nosso coração, acreditando
que nosso amor, jamais terminaria..
Hoje,
meu velho violão,
companheiro de solidão,
me deu a certeza de que
seu amor não era verdadeiro,
tal qual o meu, que ainda sonha
que meus dedos consigam, no dedilhar
das velhas cordas, entoar nossa canção
trazendo você, de volta aos braços meus..!!
Ahhh..!! Sonha coração,
enquando apenas abraço meu violão..!!


Autora Thais S Francisco
Direitos @utorais Reservados



Hoje, Peguei Meu Pinho!..
Olhei-o, estava parado,
me olhava, como se me dissesse:
" Não me queres mais?"
Por que não planges mais
aqueles acordes, tirados
do fundo de tua alma?"
Peguei-o e comecei
a dedilhar a melodia
mais dolente de uma noite
de luar!..
Peguei meu coração,
o ofertei como amor,
visto que o és!..
És amor e por ti
componho todos
os meus versos,
para acompanhar
esta melodia
que é só de amar!..
Assim, digo-te:
"Plange, violão,
Vai dizer a ela
que é o que há de mais belo
nesta minha vida,
de hoje, ontem, amanhã
e sempre!"..
Dize-lhe também que
as estrelas brilham mais,
quando componho minhas canções
que são só para ela
e dela!..
E, que muito mais lhe ofertarei
em todas as noites de Luar"!..

Autora Eda Carneiro da Rocha
Direitos @utorais Reservados




Violão Abandonado
Encostado no cantinho,
Jaz sozinho e empoeirado,
O meu violão de pinho,
Grande amigo do passado.
Desafinado e esquecido,
Já não é mais meu parceiro.
Foi outrora tão querido,
Entre tantos seresteiros.
Hoje é tudo diferente.
Fui na onda do momento,
Optei pelo teclado.
Para ouvir um som plangente,
Programo o falso instrumento,
Deixando o pinho de lado.
E pra matar a poesia,
Mais duas quadras componho.
É que bateu nostalgia,
Do meu Del Vecchio tristonho.
Já não há voz quando canto,
Já não há vez pra seresta.
E talvez seja por isso,
Que eu me tornei poeta.


Autora Fátima Irene Pinto
De Seu Livro: Palavras Para Entorpecer o Coração

Visite o site da autora:www.fatimairene.com
Direitos @utorais Reservados




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