Ama.
Gratidão é amor.
Começa dizendo obrigado.
Por ver. Ouvir. Andar.
Ser capaz de sorrir
quando o mundo chora.
Agradece o mais que recebes,
sem saberes por quê.
Faz penitência
face à revolta sem sentido.
É mister julgar
justas e adequadas às tuas
forças as provações do caminho.


Ama.
Perdoar é amor.
Segue ao encontro do perdão.
Será, invariavelmente, recíproco.
A falibilidade humana é
eterna fonte de mágoas.
Tu és falível também.
Tem presente:
o requisito básico
do perdão é o esquecimento.
Cultivar lembranças amargas é
negar a oportunidade de crescer.
Pouparás sofrimentos.


Ama.
Qualquer amor.
Não há amor qualquer.
Sê ávido por receber.
Mostra-te pródigo ao retribuíres.
Não te acanhes em confessar sentimentos.
Pelo contrário.
Não te faças surdo
quando acenarem carinhos.
Deixa de lado o temor de pedir.
Compreende, definitivamente:
dar afeto é uma necessidade que,
se adiada, gera infelicidade.


Ama.
Aposta em tempos melhores.
Amanhã será outro dia.
Imperiosamente diferente do hoje.
O ontem não retorna.
E, se o agora não for aproveitado,
restará apenas a interrogação do depois.
Vive intensamente a tua hora.
É a única que tens.
Todas as demais passaram.
As futuras pertencem ao destino.
Poderão ser negadas.
Mais tarde pode ser tarde demais e,
mesmo assim, virá como resultado
de um instante vivenciado. Vive, então.


Ama.
Conhece-te.
Não te faz um feixe de virtudes.
Não o és. Porém, deixa de lado
a pretensão de ser Deus, culpando-te
do quanto ocorrer ao teu redor.
Aceita teus defeitos.
Tolera os do próximo.
Compreende deslizes.
Minimiza incompreensões.


Ama.
Primeiro a ti.
Não por egoísmo.
Nem por vaidade.
Se queres dar, deveis dar.
Tenta andar sem olhar para trás.
Significará consciência livre.
Convicção de não ter feito
de outrem degrau para subir.
Segue de olhos abertos.
Não existe o que não
possa ser visto sem temor.
Nem mesmo a chamada hora final.
Na verdade, é o começo.


Ama.
De todos os grandes gestos do homem,
doar-se é o maior.
Erguerás o mundo e nada te atingirá.
A doação é a suprema lição,
nunca decorada pelos mortais, embora
exaustivamente ensinada pelo Criador

Autoria: * J. A. Mendes Ribeiro
Direitos @utorais Reservados


 

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