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A Cigarra e a Formiga


Certo dia a alegre cigarra encontrou a formiga,

Toda atarefada carregando migalhas de pão,

Estava tão ocupada que não viu a amiga

Alegre a cantar modinhas com seu violão

Improvisando em versinhos o calor do sol,

A cigarra cumprimentou a amiga atarefada

Em levar alimentos para dentro do paiol,

A formiga parou e olhando sem dizer nada

Continuou sua tarefa e apressou o passo

Para logo chegar ao seu formigueiro,

A cigarra então sentindo do embaraço

Da amiga trabalhando o dia inteiro,

Sem um minuto para olhar o dia passar

Com alegria da manhã ao entardecer,

Quando a luz da lua iria mostrar

O encanto da noite até o dia nascer

Trazendo de volta o calor e a alegria,

Disse não importar da formiga o desafeto

De quem vive a trabalhar todo dia

E esquece de sorrir e ver do céu, o teto

De esperanças a demonstrar na realidade

De cada um vivendo a própria vida,

Dividindo com o amigo a liberdade

De sempre cantar a alegria sentida

Seguindo a amiga, a cigarra falou

Da pressa sentida do sol ao luar

A formiga, nem se importou

E a cigarra começou a cantar

A formiga parou, olhou e sorriu

Da beleza do canto podia apreciar

O paiol estava cheio e sentiu

Do ar a noite chegar com a cigarra a cantar.

E assim, meus amiguinhos,

aprendemos com a Cigarra e a Formiga

que podemos brincar depois de fazer as obrigações.

Sempre encontraremos tempo para tudo

e nada melhor do que trabalhar e cantar.

E até a nossa próxima estória.

Ramoore
Renato Alberto Moore
Direitos @utorais Reservados


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